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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã nesta segunda-feira (6) ao afirmar que o país poderia ser completamente dominado “em apenas uma noite”. A declaração foi feita durante um pronunciamento na Casa Branca, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.
Segundo Trump, a terça-feira (7) marca o prazo final estabelecido por Washington para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo. A passagem foi fechada após ataques realizados por forças americanas e israelenses no fim de fevereiro.
O presidente norte-americano afirmou que, caso não haja um acordo considerado “aceitável”, os EUA poderão atingir infraestruturas estratégicas iranianas. Entre as ameaças citadas estão a destruição de pontes e usinas de energia em larga escala.
Durante o mesmo evento, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, indicou que esta segunda-feira poderia registrar o maior volume de ataques desde o início das operações militares contra o Irã, com novas ações previstas também para o dia seguinte.
Em paralelo, Trump comentou o resgate de pilotos americanos após a queda de um caça F-15E em território iraniano, episódio ocorrido dias antes e que contribuiu para intensificar o conflito.
As declarações também repercutiram no campo diplomático. O presidente confirmou ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, alegando que, apesar de representar um avanço, o acordo ainda não atendia às expectativas dos Estados Unidos. Do outro lado, o governo iraniano também descartou a proposta, defendendo negociações que levem ao fim definitivo da guerra, e não apenas a uma pausa temporária.
A retórica de Trump voltou a oscilar ao longo do dia. Em um primeiro momento, ele afirmou acreditar que o Irã negocia “de boa fé”, mas, em seguida, demonstrou insatisfação e disse que o país “pagará um alto preço”.
Autoridades iranianas, por sua vez, expressaram preocupação com a possibilidade de ataques a estruturas civis, alertando que tais ações podem ser consideradas crimes de guerra segundo o direito internacional, que proíbe ofensivas contra alvos não militares.
Ainda nesta segunda-feira, Trump declarou que, se tivesse liberdade de escolha, assumiria o controle do petróleo iraniano, mas reconheceu que a população norte-americana prefere o fim do conflito.
O cenário segue indefinido, com aumento da tensão militar e poucas sinalizações concretas de um acordo entre as partes.


















