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Os Estados Unidos afirmaram que nenhuma embarcação conseguiu atravessar o bloqueio imposto aos portos iranianos nas primeiras 24 horas da operação, iniciada nesta semana. Segundo o Comando Central das Forças Armadas americanas (CENTCOM), ao menos seis navios mercantes recuaram e retornaram a portos no Golfo de Omã após ordem das forças militares.
A ação mobiliza uma grande estrutura, com mais de 10 mil militares, além de diversos navios de guerra e aeronaves atuando na região. De acordo com o comunicado oficial, a medida está sendo aplicada a embarcações de qualquer nacionalidade que tenham como origem ou destino portos iranianos, tanto no Golfo Pérsico quanto no Golfo de Omã.
As autoridades americanas destacaram ainda que o bloqueio não impede a circulação de navios que utilizam o Estreito de Ormuz para trajetos entre países que não envolvem o Irã, mantendo, segundo eles, a chamada “liberdade de navegação” nesses casos.
A tensão na região se intensificou após o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, no fim de fevereiro. Desde então, o governo iraniano passou a restringir a passagem de embarcações pelo estreito, condicionando o tráfego à sua autorização e ao pagamento de taxas.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, sendo responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo e gás consumidos globalmente. Diante do fracasso nas negociações diplomáticas, os Estados Unidos decidiram ampliar a pressão com o bloqueio naval.
Em resposta, o Irã ameaçou reagir contra embarcações militares e possíveis alvos na região do Golfo, elevando ainda mais o clima de instabilidade internacional, mesmo com a suspensão temporária de bombardeios na capital iraniana.


















