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O diretor do FBI, Kash Patel, encaminhou ao senador Chuck Grassley uma série de documentos sigilosos que apontam um suposto plano de interferência eleitoral, atribuído ao governo chinês, durante as eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2020.
De acordo com os relatórios divulgados, agentes ligados à China teriam produzido e enviado cerca de 20 mil carteiras de motorista falsificadas aos EUA com a intenção de viabilizar votos irregulares por correspondência. As autoridades alfandegárias americanas teriam interceptado parte desse material na cidade de Chicago.
Os documentos, segundo Patel, foram inicialmente recolhidos ainda sob a antiga administração do FBI, mas acabaram arquivados sem que houvesse uma investigação aprofundada. Classificados como ameaça à segurança nacional, os relatórios permaneceram sob sigilo até que Patel, nomeado por Donald Trump, decidiu torná-los públicos em nome da transparência e do dever de supervisão.
O senador Grassley confirmou o recebimento do material e exigiu explicações formais sobre o motivo do arquivamento em 2020, além de cobrar acesso a comunicações internas que expliquem a suposta destruição de parte dos dados originais do caso.
Embora os relatórios descrevam um planejamento de interferência — supostamente coordenado pelo Partido Comunista Chinês com o objetivo de favorecer o então candidato Joe Biden —, não há provas concretas de que as carteiras falsas tenham sido efetivamente utilizadas para fraudar o processo eleitoral.
Na época da eleição, órgãos de inteligência dos EUA reconheceram tentativas de influência por parte de países como China e Rússia, mas afirmaram que não houve impacto significativo sobre o resultado final.
O FBI tem até o dia 1º de julho para responder formalmente às exigências do senador.


















