Tempo de leitura: 2 minutos
Mesmo após o bloqueio imposto pelos Estados Unidos a embarcações que operam com portos iranianos, petroleiros continuam atravessando o Estreito de Ormuz sem impedimentos — desde que não tenham como destino o Irã. Dados de navegação desta terça-feira (14) indicam que ao menos três navios associados ao país passaram pela rota estratégica.
A medida foi anunciada no domingo (12) pelo presidente Donald Trump, após o fracasso das negociações de paz realizadas em Islamabad. O bloqueio mira especificamente navios que atracam em portos iranianos, o que explica por que algumas embarcações seguem circulando normalmente.
Um dos navios monitorados é o Peace Gulf, de bandeira panamenha, que segue em direção ao porto de Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos. A embarcação costuma transportar nafta iraniana para outros países do Oriente Médio, com destino final na Ásia.
Outros dois petroleiros que já haviam sido alvo de sanções americanas também cruzaram o estreito. O Handy Murlikishan está a caminho do Iraque, onde deve carregar óleo combustível nos próximos dias. Já o Rich Starry, outro navio sancionado, transporta cerca de 250 mil barris de metanol e deve deixar o Golfo após ter passado por Hamriyah.
O caso do Rich Starry chama atenção por envolver uma empresa chinesa, a Shanghai Xuanrun Shipping, que foi penalizada pelos EUA por negociar com o Irã. O governo chinês criticou duramente o bloqueio, classificando a ação como arriscada e potencialmente agravadora das tensões na região.
O Estreito de Ormuz segue como um dos pontos mais sensíveis do cenário geopolítico global. Por ali passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumido no mundo. Desde o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, no fim de fevereiro, Teerã tem restringido a navegação, exigindo controle direto e cobrança de taxas para a passagem.
Apesar do clima de tensão, um cessar-fogo temporário de duas semanas continua em vigor. Durante esse período, ataques foram suspensos tanto por parte das forças americanas e israelenses quanto pelo Irã, reduzindo momentaneamente o risco de escalada militar — embora a situação permaneça instável.


















