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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração alarmante nesta terça-feira (7), afirmando que “uma civilização inteira pode desaparecer nesta noite”, em meio à crescente crise com o Irã. A fala foi publicada na rede Truth Social, poucas horas antes do prazo final estipulado por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Segundo Trump, apesar de não desejar esse desfecho, o cenário mais provável seria um ataque de grandes proporções. Ele também voltou a criticar o regime iraniano, no poder há quase cinco décadas, e sugeriu que uma eventual mudança de governo poderia abrir caminho para transformações positivas no país.
A tensão se intensificou após declarações anteriores do líder norte-americano, que já havia mencionado a possibilidade de “eliminar o país inteiro em uma única noite”, ao comentar ações militares recentes envolvendo aeronaves dos EUA.
O Estreito de Ormuz, ponto central do impasse, é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo global. O bloqueio quase total da passagem pelo Irã, após bombardeios realizados por forças dos EUA e de Israel em fevereiro, impactou diretamente o mercado internacional de energia.
Do lado iraniano, não há sinais de recuo. Autoridades têm incentivado a mobilização popular para proteger infraestruturas críticas, como usinas de energia e pontes. Em pronunciamentos recentes, líderes do país afirmaram que milhões de cidadãos estariam dispostos a defender o território, mesmo com risco de vida.
Relatos vindos da capital Teerã apontam para um clima de apreensão e incerteza entre a população, que teme uma escalada ainda maior do conflito e possíveis consequências como apagões e ataques em larga escala.
As tentativas diplomáticas também enfrentam dificuldades. Uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão foi rejeitada por ambas as partes. Enquanto isso, o Irã indicou preferência por negociar um acordo definitivo, em vez de uma trégua temporária, que poderia apenas adiar novos confrontos.
Com o prazo se aproximando do fim, o cenário permanece incerto, elevando o risco de uma das crises geopolíticas mais graves dos últimos anos.



















