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Uma ofensiva aérea de grande escala realizada por Israel provocou destruição e elevado número de vítimas no Líbano na última quarta-feira (8). Em apenas 10 minutos, cerca de 160 mísseis foram disparados contra o território libanês, resultando em mais de 250 mortes e aproximadamente 900 pessoas feridas, segundo autoridades locais.
De acordo com o Exército israelense, os ataques tiveram como alvo cerca de 100 posições ligadas ao Hezbollah, atingindo diversas regiões do país, incluindo a capital, Beirute, além de áreas no sul, leste e norte do território.
Imagens divulgadas após os bombardeios mostram prédios destruídos e cenários de devastação em áreas urbanas densamente povoadas. Equipes de resgate seguem mobilizadas em busca de sobreviventes entre os escombros, enquanto hospitais enfrentam superlotação diante do grande número de feridos.
O governo libanês informou que a maioria das vítimas fatais está concentrada em Beirute, onde ao menos 182 pessoas morreram. Os ataques ocorreram durante o dia, momento em que havia intensa circulação de civis nas ruas.
As forças israelenses reconheceram ter atingido regiões com alta densidade populacional, justificando que combatentes do Hezbollah estariam operando entre civis. Segundo os militares, avisos de evacuação foram emitidos previamente para algumas áreas.
Escalada de tensões
O episódio ocorre em meio à retomada dos confrontos entre Israel e o Hezbollah, iniciados no começo de março após uma sequência de ataques entre as partes. O grupo libanês, apoiado pelo Irã, havia lançado ofensivas contra Israel em resposta a bombardeios israelenses em território iraniano.
A ofensiva também acontece poucas horas após o início de um cessar-fogo na região. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que as operações no Líbano não fazem parte do acordo e indicou que os ataques devem continuar.
Já o Irã acusou Israel de violar a trégua e reagiu com novas ameaças, incluindo o fechamento do Estreito de Ormuz. O governo iraniano declarou que haverá consequências caso os bombardeios persistam.
O cenário aumenta a preocupação internacional com a expansão do conflito e o agravamento da crise humanitária na região.



















