Tempo de leitura: 2 minutos
O ex-governador Paulo Hartung (PSD) deixou de lado as indiretas e declarou abertamente apoio ao prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), como uma “boa alternativa” para disputar o governo do Espírito Santo em 2026. Em entrevista à coluna De Olho no Poder, Hartung destacou a capacidade administrativa do prefeito e defendeu uma renovação nas lideranças estaduais.
“Temos um nome muito bom, que é o Pazolini, nosso prefeito de Vitória, que está se colocando como candidato e eu acho que é uma boa alternativa. Ele demonstra boa capacidade administrativa, montou uma equipe competente, trabalha com planejamento, está entregando resultados. E, acima de tudo, é um homem íntegro e honesto”, afirmou Hartung, reforçando que considera essencial ter gestores comprometidos com o combate à corrupção.
A manifestação foi espontânea. Questionado se voltaria a disputar o governo ou uma vaga no Senado, o ex-governador reafirmou que não pretende concorrer e defendeu que novos nomes assumam o comando do Estado. “O Espírito Santo precisa de renovação. Quando um grupo político fica muito tempo no poder, acaba gerando fadiga de material e perdendo o foco no interesse público”, declarou.
Comparação com sua própria trajetória
Hartung lembrou que, assim como Pazolini, também foi prefeito bem avaliado antes de chegar ao Palácio Anchieta. Em suas redes sociais, ele já havia feito uma postagem associando o desempenho do prefeito à própria experiência. “Quando vi a pesquisa que colocou Pazolini entre os prefeitos de capital mais bem avaliados, lembrei que aconteceu algo parecido comigo antes de eu me tornar governador”, contou.
Bastidores e possíveis alianças
Embora as eleições ainda estejam distantes, as articulações políticas já estão em andamento. Hartung esteve recentemente em Linhares, onde almoçou com o ex-prefeito Bruno Marianelli (Republicanos) e Regis, filho do ex-deputado Guerino Zanon (PSD). O encontro levantou especulações sobre uma possível chapa formada por Pazolini e Zanon, que uniria Republicanos e PSD.
Hartung, porém, evitou confirmar qualquer composição: “É muito cedo, tem muita água para rolar. Guerino é uma pessoa espetacular, mas não podemos colocar o carro na frente dos bois”.
Na mesma semana, o ex-governador também se reuniu com o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, a quem chamou de “nosso coordenador”. Hartung comparou Musso ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, conhecido por sua habilidade em costurar alianças políticas. “Erick é uma espécie de ‘Kassab capixaba’, um articulador de bastidor, bom de conversa e de diálogo com as lideranças”, elogiou.
Papel no processo
Hartung disse que não pretende assumir funções de comando, mas sinalizou que estará presente como apoiador. “Vou ajudar, apoiar e aplaudir de pé as coisas que estão andando”, concluiu, reforçando a intenção de contribuir para a consolidação de um novo grupo político no Estado.
Com essa declaração pública, Hartung não apenas fortalece o nome de Pazolini como também envia um recado ao cenário político capixaba: a disputa de 2026 já começou, e a renovação parece ser a bandeira central de seu campo de apoio.


















