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Pela primeira vez na história, o Espírito Santo terá um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) reconhecido em um dos programas mais relevantes do Brasil na área científica. A conquista foi confirmada com a divulgação do resultado final do edital do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), que aprovou o projeto IN-FOTON – Instituto Nacional de Tecnologias Fotônicas para a Transformação Digital.
O projeto capixaba, coordenado pelo professor Marcelo Segatto, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), foi selecionado na área de Engenharia Elétrica, com ênfase em Fotônica, e receberá mais de R$ 13 milhões em investimentos, sendo R$ 5,8 milhões provenientes do Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).
“Essa aprovação representa um marco para a Ufes, para o nosso Laboratório de Telecomunicações e para o Estado como um todo. Fortalecer a indústria da fotônica no Brasil é uma estratégia que pode impulsionar o desenvolvimento sustentável do Espírito Santo”, destacou o professor Segatto.
O diretor-geral da Fapes, Rodrigo Varejão, comemorou o feito e ressaltou o papel da fundação no incentivo a projetos de excelência científica. “É um momento histórico para a ciência capixaba. Essa conquista mostra como o Espírito Santo tem avançado em direção ao protagonismo no cenário nacional e internacional. Temos certeza de que esse será apenas o primeiro de muitos projetos nesse nível”, afirmou.
O que é o Programa INCT?
O Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) foi criado a partir da evolução dos antigos Institutos do Milênio, com o objetivo de financiar e apoiar projetos de grande porte em áreas estratégicas para o país. Ele é coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e executado pelo CNPq, ampliando as possibilidades de fomento a pesquisas relevantes em diversas áreas do conhecimento.
Os INCTs atuam com foco temático e de longo prazo, com estrutura complexa e financiamento robusto. Além de impulsionar a ciência, também estão alinhados com outras políticas públicas nacionais, como os planos de Educação, Saúde, Agronegócio e Inovação.
A criação desses institutos busca elevar os padrões de excelência da produção científica brasileira, estimular a transferência de conhecimento para empresas e sociedade, equilibrar o desenvolvimento regional e gerar impactos positivos na economia e na qualidade de vida dos brasileiros.
Com a chegada do IN-FOTON, o Espírito Santo inicia uma nova fase na pesquisa científica, com potencial de destaque internacional e contribuição concreta para o avanço tecnológico do país.


















