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O governo brasileiro condenou com firmeza, neste domingo (22), os ataques conduzidos pelos Estados Unidos e Israel contra instalações nucleares localizadas no Irã. A ofensiva, que destruiu os centros de Fordow, Natanz e Isfahan, foi classificada como uma violação da soberania iraniana e das normas do direito internacional, segundo comunicado emitido pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).
“Ações armadas contra instalações nucleares representam uma grave ameaça à vida e à saúde de populações civis”, alertou o Itamaraty, destacando ainda os riscos de contaminação radioativa e possíveis desastres ambientais de grande escala.
O Brasil reforçou sua posição tradicional em defesa do uso exclusivamente pacífico da energia nuclear e manifestou preocupação com a escalada militar na região. No texto, o governo afirma que qualquer ataque a instalações nucleares contraria os princípios da Carta das Nações Unidas e as diretrizes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Além de condenar os ataques, o Itamaraty pediu “máxima contenção” de todas as partes envolvidas e reiterou a necessidade urgente de uma saída diplomática para o conflito, com foco na paz e na estabilidade regional. O governo também repudiou as trocas de ataques entre países em áreas civis, incluindo bombardeios que atingem hospitais — o que, segundo o comunicado, fere diretamente o direito internacional humanitário.
Essa não é a primeira vez que o Brasil se manifesta sobre o aumento das tensões no Oriente Médio. Em 12 de junho, após um bombardeio israelense ao Irã, o país já havia emitido uma nota de repúdio. Dias depois, durante reunião do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou que os conflitos em curso poderiam transformar toda a região em “um único campo de batalha”.
No entanto, a posição brasileira tem gerado críticas. Ao condenar os ataques de Israel, o governo não mencionou o direito de defesa do país nem o envolvimento do Irã com grupos que promovem atentados contra alvos israelenses — ponto destacado por líderes de outras nações, como o presidente francês Emmanuel Macron.
A nota do Itamaraty termina com um apelo à diplomacia: “As consequências negativas da atual escalada militar podem gerar danos irreversíveis para a paz e a estabilidade na região e no mundo, e para o regime de não proliferação e desarmamento nuclear.”


















