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O Espírito Santo vem avançando de forma significativa na conciliação entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico no meio rural. Um dos principais motores desse processo é o Programa Reflorestar, política pública estadual coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), que tem colocado os produtores rurais no centro das ações de conservação da natureza e proteção dos recursos hídricos.
Com base no mecanismo de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), o Reflorestar incentiva proprietários rurais a preservar e recuperar áreas de vegetação nativa, além de adotar sistemas produtivos sustentáveis, como agroflorestas e práticas silvipastoris. O programa alia apoio técnico à compensação financeira, promovendo uma relação equilibrada entre produção agrícola, conservação ambiental e geração de renda.
Somente em 2025, cerca de R$ 11,8 milhões foram liberados pelo programa, beneficiando aproximadamente 570 propriedades rurais distribuídas por diversas regiões do Estado. Os números refletem impactos relevantes no território capixaba: mais de 1.174 hectares foram preservados e outros 1.083 hectares passaram por processos de restauração florestal ao longo do ano.
As ações contemplam desde a regeneração natural e o plantio de espécies nativas até o manejo de florestas e a implantação de sistemas produtivos sustentáveis. Com isso, as propriedades ampliam sua função ambiental e econômica, tornando-se mais resilientes às mudanças climáticas e contribuindo para paisagens rurais mais equilibradas.
Para o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Felipe Rigoni, o programa demonstra que conservação e produção podem caminhar juntas. “A integração entre práticas sustentáveis e preservação ambiental deixou de ser apenas um conceito e se tornou uma estratégia concreta, capaz de transformar realidades no campo e fortalecer a economia rural”, destacou. Segundo ele, os resultados também se refletem na melhoria da disponibilidade de água para toda a população capixaba.
Além dos benefícios diretos aos produtores, o Reflorestar tem papel estratégico na segurança hídrica do Espírito Santo. Estudos citados pelo Banco Mundial indicam que a restauração florestal em áreas rurais é fundamental para a proteção de nascentes, a redução do assoreamento dos rios e a melhoria da qualidade da água, o que contribui para a diminuição dos custos de tratamento e de infraestrutura nos centros urbanos.
O programa também está alinhado a compromissos globais, como a Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas (2021–2030), que reconhece a Mata Atlântica como um dos biomas prioritários para ações de recuperação ambiental em escala mundial.
De acordo com o coordenador do Programa Reflorestar, Gabriel Nunes, o envolvimento dos produtores é um dos principais diferenciais da iniciativa. “Quando o produtor entende que a restauração ambiental traz ganhos produtivos e econômicos, a adesão se torna mais consistente e duradoura. O PSA é um incentivo importante, mas o sucesso do programa depende do engajamento e da capacidade técnica de quem participa”, afirmou.
Ao unir conservação da biodiversidade, proteção dos recursos hídricos e fortalecimento do meio rural, o Reflorestar se consolida como uma das maiores políticas de pagamento por serviços ambientais do Brasil. Com a ampliação das ações e a continuidade dos investimentos, o Governo do Estado pretende expandir ainda mais o alcance do programa, reforçando o Espírito Santo como referência nacional e internacional em restauração florestal associada à produção sustentável e a benefícios ambientais de longo prazo.


















