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Durante a mais recente ofensiva aérea contra o Irã, como parte da Operação Leão Ascendente, pilotos israelenses relataram ter visualizado diretamente os complexos nucleares iranianos no momento dos ataques. A operação foi realizada na madrugada desta quinta-feira (26) e mobilizou cerca de 200 aeronaves, segundo informações do governo de Israel.
O comandante da base aérea de Hatzerim, identificado apenas como brigadeiro-general “G”, relatou à emissora pública Kan que a missão teve um impacto visual e simbólico significativo para os militares envolvidos. “Observamos com nitidez os complexos nucleares, os silos de mísseis e as colunas de fumaça que subiam após cada explosão”, afirmou o oficial.
O principal alvo da ação foi a central de enriquecimento de urânio em Natanz, além de instalações subterrâneas pertencentes à Guarda Revolucionária e bases de mísseis balísticos. A operação ocorreu no contexto da guerra entre Israel e Irã, que já dura 12 dias, e envolveu incursões por territórios aéreos do Iraque e da Síria.
De acordo com o comandante, a ofensiva aérea foi vivida de forma intensa pelos pilotos, reforçando o sentimento de missão e união. “Era como um grupo de leões guiando os caças rumo aos objetivos. No rádio, a comunicação entre os pilotos era firme, como se nada pudesse nos deter.”
Dados da Força Aérea de Israel apontam que, desde o início do conflito, centenas de drones iranianos foram interceptados com uma taxa de sucesso próxima a 95%.
Imagens de satélite divulgadas após a operação indicam danos significativos nas estruturas de Natanz, com colapsos visíveis em áreas subterrâneas que abrigavam centrífugas de última geração. No entanto, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) advertiu que parte do material enriquecido pode ter sido removido antes dos bombardeios, o que permitiria ao Irã reativar seu programa nuclear em poucos meses.
O relato do comandante traz uma visão rara e pessoal de uma ação militar de grande escala. Ele compartilhou que, durante o voo de retorno, os pilotos aliviaram a tensão relembrando aspectos históricos e até fazendo piadas. “Passamos sobre Bagdá, cruzamos os rios Eufrates e Tigre… o navegador até brincou dizendo que deveríamos parar em Damasco para comer hummus. Depois, olhando para Haifa e Jerusalém, tudo parecia pequeno diante da vastidão que sobrevoamos.”
Segundo fontes militares, a operação pode ter provocado um atraso de anos no avanço do programa nuclear iraniano. Ainda assim, as tensões permanecem elevadas na região.


















