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A Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa) confirmou, na segunda-feira (03), mais oito amostras positivas para o fungo Histoplasma sp., relacionadas ao surto intra-hospitalar registrado no Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória. As análises foram realizadas pelo Instituto Nacional de Infectologia, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen/ES).
Com as novas confirmações, o número total de amostras reativas chega a nove — sendo oito de funcionários do hospital e uma de um acompanhante. O resultado reforça a suspeita de que o surto tenha sido causado pela exposição ao fungo Histoplasma, geralmente encontrado em fezes de aves e morcegos.
O secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, informou que a investigação segue em andamento. “Encaminhamos diversas amostras à Fiocruz e os resultados apontam para histoplasmose. Continuamos com outros testes, pois ainda há mais de 90 casos suspeitos. É importante verificar se todos estão relacionados ao mesmo agente ou se há outros fatores envolvidos”, destacou.
Investigação em andamento
De acordo com o diretor do Lacen/ES, Rodrigo Ribeiro Rodrigues, a análise das amostras envolve procedimentos complexos, devido ao grande número de casos e à necessidade de diferentes metodologias laboratoriais. “Estamos utilizando exames diretos, cultivos e técnicas como o sequenciamento genético, para identificar se o surto foi provocado por vírus, fungos, bactérias ou micobactérias”, explicou.
Até o momento, três lotes de amostras foram enviados à Fiocruz para testes sorológicos que detectam anticorpos específicos contra o Histoplasma capsulatum. O primeiro lote resultou em uma amostra positiva e o segundo em oito confirmações. A Sesa aguarda o resultado das amostras do terceiro lote.
Sobre a histoplasmose
A histoplasmose é uma infecção causada pelo fungo Histoplasma capsulatum, que pode provocar desde sintomas leves até formas graves e disseminadas da doença. A contaminação ocorre pela inalação de partículas presentes no ambiente, especialmente em locais com presença de fezes de aves ou morcegos.
Não há transmissão direta entre pessoas ou de animais para humanos. O grupo de maior risco inclui trabalhadores rurais e pessoas expostas a ambientes onde o fungo pode estar presente.


















