Tempo de leitura: 2 minutos
O agronegócio do Espírito Santo manteve estabilidade nas exportações durante os cinco primeiros meses de 2025, alcançando o maior valor já registrado para o período entre janeiro e maio na série histórica. Foram US$ 1,249 bilhão em vendas ao exterior — cerca de R$ 6,9 bilhões —, com leve alta de 0,1% em relação ao mesmo intervalo de 2024.
A performance segue a tendência nacional, que também apresentou estabilidade, com crescimento de 0,6% nas exportações do agro brasileiro no período. Ao todo, mais de 967 mil toneladas de produtos capixabas foram embarcadas para 111 países.
O carro-chefe da pauta continua sendo o complexo cafeeiro, responsável por quase metade da receita (US$ 612,2 milhões ou 49% do total). Em seguida vêm a celulose (US$ 388,6 milhões), a pimenta-do-reino (US$ 175,7 milhões) e produtos como mamão, carne bovina, chocolates, gengibre, pescados, álcool etílico e ovos.
Avanços e destaques inéditos
Uma das principais novidades deste início de ano é a ascensão dos ovos capixabas no comércio exterior. Pela primeira vez, o produto superou a carne de frango em valor exportado, ocupando a décima posição no ranking estadual. As vendas de ovos cresceram impressionantes 736,5% em valor e 380,6% em volume, com os Estados Unidos representando 97% das compras.
Além dos ovos, produtos como pimenta-do-reino (+150%), pescados (+121,4%), café solúvel (+84,1%), mamão (+33,4%) e gengibre (+2,2%) também apresentaram fortes altas em valor exportado.
Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, os números refletem a força do setor e sua capacidade de se adaptar. “O café continua sendo o destaque, mas estamos vendo um agro mais diversificado e competitivo. A expansão das exportações de ovos é um marco histórico para a avicultura capixaba”, pontuou.
Diversificação como estratégia de resiliência
Mesmo sem crescimento expressivo no volume total, o desempenho do agro capixaba em 2025 revela um reposicionamento estratégico da pauta exportadora. Produtos de maior valor agregado, a abertura de novos mercados e a consolidação da presença internacional demonstram avanços na competitividade do setor.
Danieltom Vandermas, gerente de Dados e Análises da Seag, destacou que a diversificação foi crucial para minimizar os efeitos da queda nas exportações de café, impactadas pela entressafra. “Num cenário global ainda instável, diversificar com qualidade é um diferencial que o Espírito Santo está conseguindo implementar com sucesso.”
O Espírito Santo também se manteve como o maior exportador nacional de gengibre (58%), pimenta-do-reino (65%) e mamão (42%). No segmento de café, o estado ficou em segundo lugar no ranking brasileiro, considerando café cru, solúvel e torrado.
Nota técnica
Importante destacar que os dados referentes à exportação de açúcar de cana em fevereiro e março de 2024 foram excluídos da análise devido a inconsistências nas informações oficiais, que destoaram das médias históricas e dos dados fornecidos pelas indústrias do setor.


















