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Os temporais que castigaram a Zona da Mata mineira e provocaram ao menos 47 mortes devem continuar avançando pelo Sudeste brasileiro nos próximos dias. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho — que indica grande perigo — para acumulados significativos de chuva em áreas de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
O aviso meteorológico começou às 9h45 de terça-feira (24) e segue válido até as 23h59 de sexta-feira (27). Nesse intervalo, há previsão de volumes superiores a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia, cenário que eleva o risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de terra.
O alerta abrange todo o território do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, além de regiões específicas de São Paulo — como a Grande São Paulo, o Vale do Paraíba e o litoral sul — e áreas de Minas Gerais, incluindo a Zona da Mata. Cidades como Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa enfrentaram fortes enxurradas entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça-feira (24).
De acordo com o Inmet, a instabilidade deve persistir em Minas Gerais até sábado (28), impulsionada por uma área de baixa pressão no litoral do Sudeste combinada com a circulação de ventos em níveis mais altos da atmosfera. No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, os acumulados também tendem a ser elevados nos próximos dias.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) classificou como “muito alta” a probabilidade de continuidade ou novos registros de enxurradas, inundações e deslizamentos na região de Juiz de Fora. O órgão destaca que o solo já se encontra saturado, a drenagem urbana opera sob condições críticas e a previsão indica novas pancadas de chuva moderadas a fortes.
Juiz de Fora já registra o fevereiro mais chuvoso da história, com 589 milímetros acumulados — mais de três vezes o volume médio esperado para o mês, que é de 170 milímetros.
O Cemaden também aponta risco alto para ocorrências em Belo Horizonte e Barbacena, em Minas Gerais; Petrópolis e a capital fluminense, no Rio de Janeiro; e São José dos Campos e a capital paulista, em São Paulo. No litoral paulista, o risco geológico é ainda maior devido ao grande volume de chuva acumulado nos últimos dias, aumentando a possibilidade de deslizamentos em áreas de encosta.
Diante do cenário, o Inmet orienta a população a desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, observar sinais de movimentação de encostas e buscar abrigo seguro durante os temporais.


















